PRA COMEÇAR, O COMEÇO (E O CONTEXTO)

O 4A’s TRANSFORMATION é o grande encontro anual das agências americanas.

É um evento muito representativo, excelentemente bem organizado, luxuosamente estruturado, um evento que reuniu no mês passado, mais de 650 representantes das agências de todos os portes, de todos os cantos do país.

Esse ano, aconteceu de 2 a 5 de abril, em Los Angeles.

Foi minha terceira participação neste evento. E, podem apostar, farei tudo para que a quarta ocorra em 2018.

Como sempre, o evento da 4A’s (A saber: American Association of Advertising Agencies) – daqui para frente somente chamado de TRANSFORMATION – começa com o discurso, usualmente emocionado, do(a) CEO da entidade.

Sim, CEO.

A associação é dirigida profissionalmente, tem uma puta estrutura, é rica (já foi mais) e respeitada (já foi mais, também, diga-se de passagem).

Retomando:

Nesse ano a CEO, Nancy Hill, fazia sua despedida – sendo substituída por outra mulher (olhaí elas, gente!), Marla Kaplowitz – com uma espécie de balanço de sua gestão:

“Assumi como CEO em 2008. A palavra de ordem então proferida por todos era: Mudança! Tudo teria que mudar em nossa profissão e em nossas empresas. Quase 10 anos de mudanças depois, a palavra continua em voga. Mas agravada de outras:

* Velocidade.
* Consistência.
* Tecnologia.
* Programática.
* Ad-Fraud;
* Transparência.
* Diversidade.
* Ad-Blocking.
* Transmídia.
* Storytelling.
* Social.
* Digital.

Isto está impactando a todos firmemente e realizando, agora sim, a mais profunda e brutal mudança em todo o ecossistema da publicidade. Ninguém – nenhuma empresa ou profissional – escapará dela.”

Mas, num tom emocionado e positivo, concluiu:

“Temos uma grande base histórica para começar, temos muito do que nos orgulhar. Nosso trabalho – como nenhum outro – move a economia, cria mercados, muda percepções, adiciona valor, impulsiona marcas, reflete a sociedade, impacta e muda a vida das pessoas.”

E continuou:

“Sim, ok, Mudança continua em foco. Ou melhor, a palavra continua, mas as ações precisam se intensificar. Porque a competição se intensificou. Porque a sociedade se intensificou. Porque a tecnologia se intensificou. Estamos ainda atrás em tecnologia, em mídia, em digital. Temos que ter menos foco em releases bombásticos e mais em ações concretas”.

Pra concluir:

“Vivemos tempos críticos. Mas não será o primeiro grande obstáculo que ultrapassaremos. Os problemas continuam – incluindo aí temas como diversidade, transparência, igualdade de gêneros, só pra citar mais alguns – mas somos maiores que eles. Ninguém tem as nossas pessoas, as nossas habilidades, nem nossos talentos.”

E repetiu:

“We are better than that! We are better than that! We are better than that!”

Foi aplaudida de pé.