O novo, de novo

Ei, desculpe se desaponto você, mas o mundo não gira em torno da sua empresa e nem das suas circunstâncias.

O mundo tem um jeito de agir que muda sem pedir licença a nada nem a ninguém… Ele simplesmente, muda.

Muda sem querer saber se você está pronto ou não, se você concorda ou não, se você está preparado ou não.

Ele, vigorosa e rigorosamente, muda.

Mas, na verdade, esse tal de mundo que muda não é nada mais nada menos que as pessoas e a sociedade. São elas que mudam o mundo.

o as mulheres que saíram das cozinhas, ganharam as ruas, os empregos, as chefias e o poder. São mães, amantes, profissionais, sãomúltiplas.

o os jovens que desenvolveram habilidades incríveis em termos de velocidade, multiplicidade, multipresença, multicompartilhamento e com multiacessibilidade social. Múltiplos & simultâneos.

o os homens que resolveram se assumir pais, companheiros, frágeis, vaidosos, saudáveis, trabalhadores, autoindulgentes, provedores, múltiplos.

O que muda, portanto, não é o mundo.

oo as empresas.

o é o tamanho do biquíni.

oo os negócios.

o as pessoas e a sociedade, repito.

Um empresário-antropólogo deve, somente, identificar a mudança. Decodificar a mudança. Interpretar a mudança.

E mudar.

Estamos vivendo uma brutal transformação disruptiva da sociedade, onde, como dizia Peter Drucker, o conhecimento vale mais que os ativos físicos.

Os exemplos se sucedem: Netflix. Über. AirBnb. Facebook. AliBaba. Enfim..

Identificar uma nova cultura exige um desprendimento que muitos não tem. Não é fácil o desapego a práticas tradicionais e, o que é pior, a crenças tradicionais. E, mais ainda, ao conforto tradicional.

Mas, o caldeirão está esquentando.

Nessa nova realidade em permanente aceleração, em fluidez constante, em permanente efemeridade, nos resta exercitar novas escolhas.

No marketing, é duro entender que a jornada do consumidor é cada vez mais digital e que as marcas fazem a diferença são as marcas que marcam, que se tornam úteis, relevantes, emocionantes, presentes sem serem intrusivas e impositivas.

Isso requer uma nova habilidade: A de montar, gerir e potencializar equipes multidisciplinares capazes de oferecer conteúdo de uma maneira que seja fácil, rápida, objetiva e disponível, pensando a comunicação de uma forma omnichannel.

Isso requer um novo comportamento das agências: Coordenar a presença da marca na web de forma a reverberar grandes experiências “live” e valorizar a marca já valorizada pela mídia paga.

Uau…

Lindo isso, não?

Mas devo fazer?

E como fazer?

Bem isso fica pra uma outra conversa…

Feliz Ano Novo! De novo

 

Luciano Vignoli

Luciano Vignoli é Diretor-Presidente da e21

luciano@e21.com.br