O FUTURO PODE SER NOSSO – MAS TEMOS QUE COMEÇAR, JÁ (E ESTAMOS BEM ATRASADOS…)

Wendy Clarke, CEO da DDB North America fez uma palestra leve com conteúdo pesadíssimo.
Tipo Led Zeppelin, lembram?

Começou destacando as dificuldades pelas quais passam os CEO´s hoje em dia, com suas preocupações muito impactantes em gerenciar o presente (atrás de resultados para os acionistas) e construir o futuro (garantindo a construção de valor que gerem relevância, perpetuidade e sustentabilidade no negócio).

Especificamente, em se falando de propaganda, Wendy declarou que:
“Os dias em que uma agência capturava o job, recebia o problema do cliente, montava o briefing e aí desaparecia por semanas de escuridão e silêncio até chegar na sala do cliente tempos depois com a solução brilhante, definitivamente se foram.

Hoje, colaboração & velocidade é o nome do jogo.

Temos de fazer. Fazer. Fazer. Experimentar.
Dividir o trabalho com os clientes.
Dividir a responsabilidade com outras empresas, testar & testar.
Fazer. Errar. Refazer. Testar. Experimentar.
É um novo mundo aberto e colaborativo.”

Assustador?

Desafiador!

Como fazer isso se tornar realidade?

Com pessoas que pensam e agem diferente. Pessoas talentosas o suficiente para entenderem que talento, somente, não basta.

“Há uma frase do Stephen King que diz mais ou menos o seguinte:
“Talento é tão fácil de achar quanto um saleiro de mesa. Mas o que separa uma pessoa de talento de uma pessoa de sucesso é trabalho, muito trabalho.”
E nem todo mundo está disposto a mais trabalho.
Acham que uma Big Ideia o justifica na empresa, mas não.
Ao contrário. Eles podem ser um problema.
Precisamos cada vez mais de uma diversidade de profissionais multidisciplinares, que não sejam mais regidos por ordens, mas que se organizem em função de uma missão.”

E qual a resposta da DDB nesse cenário:
“Estamos desenvolvendo um modelo que chamamos de DDB FLEX.
A principal responsabilidade desse modelo é refletir com clareza a diversidade de atores e valores presentes na economia, customizando soluções.
É uma forma de trabalho na qual mixamos nossas capacidades centrais com outros agentes, com outras empresas de nosso grupo, empresas digitais, de planejamento, de mídia, de marketing e principalmente com a visão e o trabalho dos clientes.
E aqui vale uma observação, num mundo assim, rápido e colaborativo, a maneira COMO as pessoas trabalham (metodologias/processos) são tão ou mais importantes do QUE elas fazem.”

E completou:

“Hoje, o cliente está conosco em todas as etapas do trabalho e exerce seu suposto poder não mais dizendo o NÃO autoritário. Mas pronunciando o SIM desafiador.”

Bem legal. Mas funciona com todos? Claro que não:
“Para isso, estamos convencidos que não podemos ter qualquer cliente, somente aqueles melhores para nós, para a consolidação desse modelo aberto e colaborativo. Alguns ficarão pelo meio do caminho…”