Lá vem o novo, de novo.

Ei, desculpe se desaponto você, mas o mundo não gira em torno da sua empresa e nem das suas circunstâncias.

O mundo tem um jeito de agir que muda sem pedir licença a nada nem a ninguém…

Ele simplesmente, muda.

Muda sem querer saber se você está pronto ou não, se você concorda ou não, se você está preparado ou não.

Ele, vigorosa e rigorosamente, muda.

Mas, na verdade, esse tal de mundo que muda não é nada mais nada menos que as pessoas e a sociedade. São elas que mudam o mundo.

São as mulheres que saíram das cozinhas, ganharam as ruas, os empregos, as chefias e o poder. São mães, amantes, profissionais, são múltiplas.

São os jovens que desenvolveram habilidades incríveis em termos de velocidade, multiplicidade, multipresença, multicompartilhamento e com multiacessibilidade social. Múltiplos & simultâneos.

São os homens que resolveram se assumir pais, companheiros, frágeis, vaidosos, saudáveis, trabalhadores, autoindulgentes, provedores, múltiplos.

O que muda, portanto, não é o mundo.

Não são as empresas.

Não é o tamanho do biquíni.

Não são os negócios.

São as pessoas e a sociedade, repito.

Um empresário-antropólogo deve, somente, identificar a mudança. Decodificar a mudança. Interpretar a mudança.

E mudar…

Estamos vivendo uma brutal transformação disruptiva da sociedade, onde, como dizia Peter Drucker, o conhecimento vale mais que os ativos físicos.

Identificar uma nova cultura exige um desprendimento que muitos não tem. Não é fácil o desapego a práticas tradicionais e, o que é pior, a crenças tradicionais. E, mais ainda, ao conforto tradicional.

Mas, o caldeirão está esquentando.

Nessa nova realidade em permanente aceleração, em fluidez constante, em permanente efemeridade, nos resta exercitar novas escolhas.

No branding, talvez seja duro de entender que a jornada do consumidor é cada vez mais digital, que ele é que tem o poder, ele decide onde, como, por que e de quem ele quer consumir conteúdo de marca.

No branding (novo) as marcas fazem a diferença são as marcas que marcam (sic!), que se tornam úteis, relevantes, emocionantes, presentes sem serem intrusivas e impositivas contando uma história legal on/of.

E não mais somente aquelas que gritam em mídia de massa (cada vez mais cara e seletiva).

Vamos chamar isso de marcas que geram conteúdo. Por conteúdo, entenda todas as mensagens de comunicação da marca. Conteúdo é, pois, tudo aquilo que conta a história de um produto que, é bom que se diga, precisa vender, precisa girar, precisa gerar valor.

Tudo que a marca fala em seu nome ou em nome de um produto é um discurso narrativo que deve ter a mesma leveza e beleza de um conto dos irmãos Grimm. Tem lógica, tem um enredo, uma levada, encanta, passa uma mensagem. Uma essência. Uma alma.

Isso é conteúdo!

E gerar e gerir conteúdo é a maior beleza da nossa profissão enquanto gestores de branding, mas requer uma nova habilidade: A de montar, gerir e potencializar equipes multidisciplinares capazes de oferecer conteúdo de uma maneira que seja fácil, rápida, objetiva e disponível, pensando a comunicação de uma forma omnichannel.

Isso requer um novo comportamento das agências: Coordenar a presença da marca na web de forma a reverberar grandes experiências “live” e valorizar a marca já valorizada pela mídia paga.

Uau…

Aqui na e21, chamamos esse processo de Storytelling Omnichannel. Mas você pode chamar de novobranding.

Que é o velho. Só que novo.

(Lindo isso, não? Mas devo fazer? E como fazer?)

Bem isso fica pra uma outra conversa… Talvez pessoalmente.

Luciano Vignoli é Diretor-Presidente da e21 e da ROC – Result Oriented Consultancy – o braço de consultoria da e21