EL OJO DE IBEROAMÉRICA 2016 – O NOVO x O BOM – PRA ONDE SE OLHA?

Neste pequeno (sic!) follow do que foi o El Ojo 2016 (em nossa visão, claro) seguimos destacando cronologicamente o que de melhor foi discutido lá.

Pra quem mantém (ainda) alguma expectativa de falarmos sobre propaganda, a boa e velha propaganda, eis que nesse pequeno report há uma boa notícia: Depois de falarmos sobre Mobile, depois de falarmos de Facebook, depois de falarmos de Design de Experiências ei, finalmente, vamos falar de propaganda.
(Yes!!!)

 

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Sergio Gordilho, VP de Criação da África, começou a sua palestra, numa linha de raciocínio ótima que basicamente acabou sendo quase uma mensagem monocórdica, circular, de alguma forma repetitiva, mas absolutamente contundente.

Falou ele, mais ou menos assim:
“Eu assisti com o maior interesse, assim como vocês, a palestra do Fabiano (mobile), do Raphael (Facebook) e com especial interesse a do Ting (design de experiências). Inclusive essa última me tocou bastante a ponto de eu confessar que gostaria muito de frequentar o curso que a R/GA está apoiando aqui na Universidade de Buenos Aires (Nota do Editor: Em sua palestra anterior, Mr. Ting falou sobre a abertura lá em Buenos Aires de um Curso de Formação em Design de Experiências, com total apoio institucional da R/GA). Mas eu precisaria de outras vidas para me tornar o profissional que eu não sou. Eu sou publicitário. O que sei fazer – e bem – é contar histórias de marca que conectem emocionalmente marcas e pessoas. Histórias que são comentadas no almoço de domingo da família (Tipo: Viram o último comercial do Itaú?). Histórias comentadas pelo motorista de táxi. Histórias que viram valores sociais, mais do que somente propaganda.”

E complementou:
“Esse é o nosso negócio. Essa é nossa vocação. Ninguém faz isso – contar histórias de marca – melhor do que nós. Esse é o nosso valor!”

E aí a frase resumo da apresentação:
“O novo pode até te fazer parecer moderno, mas somente o bom pode te tornar uma referência.”

E prosseguiu:
“Há um mundo de possibilidades em termos de tecnologia, como vimos nas palestras anteriores. Há muita gente atrás do moderno, do atual, do novo, do inusitado, do cool. Mas o grande questionamento deveria ser: Isso é bom o suficiente para tocar as pessoas? Isso emociona?”

Mais:
“Nenhuma plataforma tecnológica se sustenta sozinha sem uma grande ideia por trás. Quando uma dupla criativa entra na minha sala dizendo que tem uma grande ideia, a primeira pergunta que eu faço é: Qual é a mensagem/história que vocês querem passar? Se a resposta não estiver na ponta da língua já sei que a ideia não vale pena…”

E deu sua recomendação:
“Não jogue o jogo mainstream. Não busque o novo pelo novo… Jogue seu jogo! Jogue o jogo da relevância! Jogue o jogo no qual podemos ser bons! Vamos fazer o que fazemos bem.”

E finalizou:
“Muitos procuram o novo. Poucos procuram o bom.”

É…
(Foi por tudo isso que ao final da primeira manhã de Ojo, proferi a frase pra equipe e21 que me acompanhou lá: “Bem. Já posso ir embora. Já valeu…”)