EL OJO DE IBEROAMÉRICA 2016 – O DIGITAL COMO PONTO DE PARTIDA

Pra quem mantém alguma expectativa de falarmos já sobre propaganda, a boa e velha propaganda, eis que vamos falar de Facebook.
Numa sequência muito interessante e ampliada da palestra anteriorFabiano Lobo, que falou enfaticamente sobre o Mobile como centro integrador das formas de consumirmos conteúdo hoje em dia –  Raphael Vasconcellos preferiu falar daquilo que sentimos em nossa vida, mas que, como rapidamente vira conceito adquirido, acaba se diluindo em nosso modo de ver as coisas.

El Ojo e21

 

Fala ele da evolução do Facebook.

Para nós, de uma rede social baseada em textos pessoais curtos, a “Rede do Mark” é hoje um imenso painel de fotos, vídeos, notícias, gifs, gráficos, animações, etc.
Para os anunciantes, é uma oportunidade de megadirigidas mensagens de marca, que aliás, vão se expandir muito além dos formatos de canvas e carrossel, recentemente lançados.

Para todos:
O Facebook está caminhando para ser uma grande plataforma de realidade virtual.
Tanta mudança tecnológica em formatos de se interagir exige de todos – nesta e em todas as plataformas digitas, nesta e em tantas outras redes – um profundo aprendizado para compreendermos que a comunicação por gadgets – sejam ele smartphones, notepads, notebooks, etc (que o Raphael denominou de “Conexão Azul” (das telas, por óbvio)) – é total e completamente diferente do modo tradicional de se fazer comunicação até agora.
Seria evidente se não teimássemos em fazer o que não funciona…
“Prestem atenção em como “folheamos” nossa timeline. É um ritmo dinâmico, frenético, intenso. Dedicamos poucos segundos a tudo. Nada tem a ver com o velho modo de se pensar comunicação. A mensagem tem de ser rápida, dinâmica, entregando tudo, logo. Se não, não funcionará.”

E no afã de compreender mobile, ele pergunta:
“Faz sentido pensar em comunicação mobile como se fazia um comercial de TV, criando todo um enredo lento e encadeado, cujo clímax e desfecho se dariam lá pelo final dos 30 segundos? Bem, nas telas móveis, na web, esqueçam este formato! Simplesmente não faz sentido.”
• Seja rápido.
• Seja objetivo.
• Entregue impacto no início.
• Não vacile em apresentar a marca logo.
• Crie a relevância com o insólito.
Exerça a criatividade histriônica.
• Pense em mensagens mais rápidas.
• Crie mini-histórias.
• História rápidas.
• Histórias interessantes todo o tempo.
• Agora.
• Já.
• Pense em mensagens com impactos rotativos.
• 6 segundos, bom formato.
• Teste.
• Divirta-se.

Raphael inclusive fez uma provocação interessante:
“As dúvidas são muitas e as possibilidades, também. Pense a mensagem de várias maneiras diferentes. Produza-as. E peça ajuda ao próprio algoritmo do Facebook para ter pré-avaliada a mensagem criada e mostrada da melhor forma. Assim, o Facebook pode indicar o caminho mais efetivo a se seguir no…Facebook.”

Ou seja:
Quanto mais conhecemos a tecnologia, mais podemos ser criativos.
Raphael talvez não tenha terminado com essa frase aí.
Mas, eu, sim.