EL OJO DE IBEROAMÉRICA 2016 – O DESAFIO DE PENSAR & AGIR MOBILE

O El Ojo de Iberoamerica de 2016 começou falando de tecnologia…

El ojo e21
Fabiano Maestri, palestrante brasileiro, começou com uma colocação de leve ironia:
Todo mundo fala que esse foi “o ano do mobile…”

Ei: Como assim?

Com 5,2 de bilhões de pessoas portando seu telefone celular (desculpem, desculpem, cacoete de velhinho…) seu aparelho mobile, considerar isso uma tendência ou um modismo passageiro de um ano, um erro evidente e colossal.
Num passado recente, que para alguns se estende até hoje, muitos ainda definem o “celular” como o substituto do controle remoto; o substituto do dinheiro; o substituto do radinho de pilha; ou seja, entendem cada funcionalidade do mobile como algo reposicionador e/ou redefinidor do gadget.

Mas essa discussão – no momento em que um adulto não consegue deixar de checar seu aparelho a não mais do que 15 minutos em média (um millenial o faz em 6, no limite) – é passado.
Estamos na Era da Mobilidade, um tempo de ter todas as formas de comunicação/interação/conexão na ponta de nossos dedos, todo o tempo, nos tornando verdadeiros seres Always-on.

Assim, parem as máquinas e as definições: Mobile não é um canal. É um integrador de canais.

Hoje, toda nossa jornada de vida se transformam em momentos mobile.

Despertamos mobile. Vemos a hora. A temperatura. Acessamos as notícias. As mídias Sociais. Contratamos serviços. Chamamos transporte. Trabalhamos. Olhamos nossa situação no banco. Acessamos o Facebook. Os e-mails. O uátz. Assistimos filmes. Compramos. Antes de dormir, damos aquela fatídica mais uma olhadinha no face, nos e-mails, no insta, enfim…
Mobile é, como vimos, o grande integrador de canais de nossa vida.

É o nosso canal de acesso ao mundo.

É o enabler dos Apps. É o mundo dos Apps: Waze/Airbnb/Uber/99/I-food, enfim… O que seriam deles sem um aparelho mobile?
E vem mais por aí:
Que tal uma locadora de carros (Silvercar) que por um preço baixo, só aluga Audi A4. Basicamente, mobile.
Que tal uma maneira (Transferwise) de transferir grana internacionalmente sem burocracia, de maneira simples? Basicamente, mobile.
Aliás, o que somos nós sem um mobile?
Hoje, inclusive, estamos doentes…
Atire a primeira bateria quem já não sofreu de “Phantom Vibration Syndrome”, aquela sensação de “sentir” o aparelho tocar e não haver nada novo para nós nele.

E aí veio a provocação:
Se todos sabemos e vivemos isso, o mobile está no centro das estratégias de comunicação que produzimos?
Sabemos que não.
Mas não sabemos porque não.
E, eventualmente, fazemos coisas velhas, que não funcionam, basicamente pela falta de foco e de qualificação. Mas teremos de mudar. Sob pena da ineficácia absoluta.

Dicas finais:
1 – Put People First (Entenda novas necessidades & novos comportamentos & a pressa & a velocidade & a multiplicidade).
2 – Saia da zona de conforto. É fácil fazer e-mail marketing. Mas uma estratégia mobile exige mais.
3 – Mantenha seu foco em oportunidades. Tudo é possível. E está nas suas mãos.

 

Luciano VignoliLuciano Vignoli é Diretor-Presidente da e21

luciano@e21.com.br