EL OJO DE IBEROAMÉRICA 2016 – DESENHE A EXPERIÊNCIA. SEJA RELEVANTE. CRIE VALOR DE MARCA.

Nesse follow do que foi nossa experiência no El Ojo 2016, seguimos apresentando um resumo do que vimos de melhor.

Cronologicamente, vamos falar agora da terceira palestra ainda da primeira manhã (intensa) de trabalho e exposições.

Texto 3
Pra quem mantém (ainda) alguma expectativa de falarmos sobre propaganda, a boa e velha propaganda, eis que depois de falarmos sobre Mobile, depois de falarmos de Facebook, vamos falar de Design de Experiências.

Imaginem:
A implantação de um chip no corpo, logo abaixo da pele, para sócios terem acesso ao estádio sem documentos, nem nada, demonstrando uma paixão pelo clube à prova de tudo;
Painéis interativos com reproduções de obras de arte, cuja mensagem principal era a de fornecer tickets gratuitos para um Museu para quem interagisse com ele (painel). Tipo assim, o cara parava na frente da tela, ficava passando as obres e de repente vinha a mensagem: “Viu? Você gosta de arte e talvez nem saiba. Pegue este ticket e visite o Museu de Lima e…”
– Uma caixa de sapatos com vértices especiais, dotados de chips eletrônicos que quando retirados viram cones de treinamento que fazem tracking de velocidade e performance, disponibilizando os dados de corrida, arrancada, retomada, essas coisas e colocando o dado diretamente no gadget do atleta.
Um negócio chamado Powerchair – um exemplo de uso gamificado da Realidade Virtual – para treinar cadeirantes (eles participam de um jogo virtual, tipo basquete, para criar desenvoltura nos movimentos com as cadeiras).

Enfim…

Tudo isso e muito mais se constitui – segundo o palestrante – na forma mais relevante de como as marcas criam conexões com seus públicos, além de ganhar notoriedade em mídia não-paga (pelo interesse natural dos veículos pelas iniciativas inusitadas).
Comum a todas estas formas, está o Experience Design.
O design de experiências, o design que gera experiências.

Richard Ting – Global Chief Experience Officer da RG/A – uma superagência com mais de 2.200 pessoas espalhadas pelo mundo, que inclusive, meio que rejeita o rótulo de “agência” e se define como uma “Empresa de Resolver Problemas”, palestrou sobre isso.
Ele foi enfático:
· Tecnologia não é opressora.
· Tecnologia não é limitadora.
· Tecnologia não é pra nerd.
· Tecnologia é uma superoportunidade, um grande momento para ser criativo.
Reforçando o conteúdo das palestras anteriores, eis que Mr. Ting não economiza previsões:
“O Mobile não vai ceder sua posição de proeminência como tela de conexão. Consumimos tudo em termos de conteúdo via mobile. E estamos nos preparando para entrarmos numa era pós-app (não há sentido em desenvolver tantos apps, milhões de apps, sendo que 99,9% de toda a movimentação do mundo se concentra em menos de 10), com novas formas de organização de nosso conteúdo pessoal. Sim, vamos montar em mobile a melhor versão da web para nós mesmos.”

E as redes sociais?

“As redes sociais estão longe de terem explorado todo seu potencial. Num futuro breve, mais ainda do que acontece hoje, o Social vai permitir que as pessoas (mais do que serem curadores de seu conteúdo), verdadeiramente tenham a chance de montar sua própria web.”
Enquanto isso, ele defende a ideia da atomização do conteúdo.
E exemplificou:
“Antes, o conteúdo da Nike para basquete não seja mais somente concentrado num site único (que ninguém mais acessa), mas que tenha um micro conteúdo variado distribuído por dezenas de plataformas diferentes. Fim do modelo “destinatário de conteúdo” para uma “lógica distributiva.”
O New Social, segundo ele, ampliará de forma muito expressiva a participação das pessoas e mais, através da Internet das Coisas, possibilitará uma integração funcional absoluta com as marcas.
“Todas as coisas produzirão dados. Os pneus transferem dados de performance dos carros. O carro todo transferirá dados. A geladeira. O fogão. Bem, será um tsunami de dados. E as empresas têm que saber o que fazer com eles…”

Para estes novos modelos de interação, às agências restam novas formas de interação.
“Que tal começar com a introdução de um Designer de Experiência em suas estruturas?”
Boa provocação, Mr. Ting.
Boa provocação…