e21 FAZ UM BALANÇO OTIMISTA DO PRIMEIRO SEMESTRE DO ANO

“Um semestre de mudanças insanas, duras e necessárias”.

Assim, Luciano Vignoli – Diretor-Presidente da e21 – qualifica o primeiro semestre de 2017, recentemente encerrado. A agência se propôs e colocou em prática uma série de mudanças internas, visando cinco pontos fundamentais: a) a absoluta integração do atendimento web de seus clientes, possibilitando o exercício pleno da gestão de conteúdo de marca on-off; b) a incorporação de diversas tecnologias de pesquisa e conexão data-driven; c) a possibilidade de mensuração de todas as iniciativas de comunicação levadas ao cliente; d) a elevação do padrão criativo – e, ao mesmo tempo, da produtividade – da agência.

 “Estamos trabalhando num processo novo de prestação de serviços, baseado no tripé: Conteúdo de Marca x Múltiplas conexões On-Off x Criação de Histórias. Um processo que entrega valor aos clientes e que respeita a obviedade da vida: Se o digital – principalmente o mobile – está no centro da atenção do consumidor, ele tem que estar no centro de comunicação das marcas. Hoje, Google e Facebook são nosso ponto de partida para estabelecermos as narrativas de storytelling de cada marca/cliente e não o contrário. Isto muda tudo. Muda o processo, mudam os profissionais, mudam as formas de remuneração e mudam as entregas aos clientes, mais abrangentes, dinâmicas, ágeis e totalmente mensuráveis.”

 O presidente da e21 destaca que a agência está pronta para responder às exigências de integração dos clientes:

 “Durante algum tempo, os clientes começaram a experimentar soluções especializadas em comunicação – consultorias, agências especializadas, empresas de tecnologia, etc. – criando por vezes verdadeiras torres de babel ingovernáveis. Apostamos – e estamos sentindo isto, já – que agências integradoras e multisserviços, voltarão a ser o centro de decisões na comunicação de marcas dos clientes. Estamos nos ajustando mais & mais para atender a estes desafios.”

 NOVOS PROCESSOS

A e21 acabou daquilo que define como uma linha de produção “fordiana” de propaganda em que atendimento captura o desafio e pauta a criação que passa para a “mídia”, etc. etc. etc. Hoje, um grupo multidisciplinar analisa todos os projetos que entram na agência e os qualifica por impacto de marca & resultados que geram ao cliente. Todos os trabalhos considerados estratégicos passam a ser gerenciados por equipes especificamente determinadas sendo controlados por um processo planilhado e totalmente controlado em suas etapas. Assim, são profundamente integrados, entregando planos de multicomunicação on/off.

“Nada mais é intuitivo, unilateral, exigindo a mão de um gênio qualquer a resolver a “campanha”. Tudo é integrado, processado em equipe, discutido em equipe, entregue por todos, num processo complexo, sim, mas muito assertivo e abrangente” – Fala Alexandre Laybauer – gerente de planejamento da e21.

 APOSTA EM TECNOLOGIA

Neste semestre, a agência contratou da Pointlogic as ferramentas Commspoint Journey Brasil e Commspoint Influence. A primeira visa – através de um sem número de cruzamentos – entender a jornada do consumidor e a segunda é uma grande ferramenta de análise de conexões, criando cenários de otimização de cross-media. Implantou também o sistema PipeRun, controlando todas as ações de relacionamento com clientes e prospects. Além disso, a agência comprou da Lemon uma série de Dashboards que fazem o melhor controle da presença web dos clientes (métricas de Facebook, Instagram, outras redes sociais; acesso ao site; performance de adwords e outras ativações). No momento, analisa a aquisição de uma plataforma de análise de dados capaz de identificar perfis de consumidores (analisando um a um os 204 milhões de brasileiros, em mais de 3.000 fontes abertas de dados) e com isso gerar uma assertividade técnica absurda ao impactá-los digitalmente.

“Hoje, estamos todos profundamente engajados em sermos uma agência data-driven. Da captura de dados do consumidor à aplicação de um Plano de Conexões (não chamamos mais de mídia) estamos dedicados a um modelo de uso da tecnologia em aprendizado constante. O que isto significa? Onde nos levará? O futuro dirá!” – complementa Priscila Abreu, Gerente de Estratégia da e21.

UMA NOVA CRIAÇÃO

Na e21, o valor de uma da criação de uma grande história de marca nunca foi tão destacado. Mas para chegar até ela, novos caminhos estão sendo tentados. “A cada projeto, temos somente algumas horas para avaliar-entender-integrar-criar-entregar. Não é mais questão de semanas ou meses para se criar uma campanha. Este tempo acabou. São horas! De novembro de 2016 até hoje, entregamos mais de 140 projetos estratégicos de comunicação. Nosso levantamento do último trimestre, aponta 42 entregas. Dá pra pensar num processo lento e burocrático de se fazer as coisas? Não, não dá.” – Afirma Lucas Araújo – Gerente de Criação da e21.

 NOVOS PERFIS PROFISSIONAIS

A agência monitora e gerencia as Redes Sociais de diversos clientes, integrando uma postura de marca em várias frentes. Isso segundo Luciano, possibilita o “dedo-no-pulso” nas reações dos consumidores, gerando insights que podem se revelar novas trilhas de conteúdo a explorar pelas marcas ou mesmo uma ideia para um novo produto ou uma reedição de um produto considerado clássico pelo mercado. Para tanto, a agencia está revendo seu corpo de profissionais., onde publicitários cada vez menos “tradicionais” estão convivendo com jornalistas, web-designers, analistas de dados, planejadores web, num novo ambiente desenhado para explorar ao limite as possibilidades de exploração de conteúdo organizado numa boa história, numa miríade de conexões.

“Estamos exercitando a diversidade de habilidades como regra do jogo, e não mais como exceções. Achamos que cada vez mais perfis multidisciplinares serão necessários para uma entrega de multicomunicação on/off.” – comenta Fernanda Rodrigues, Gerente de RH da agência.

 NÚMEROS MÉDIOS, AINDA

A agência destaca que as dificuldades da economia destruíram quaisquer perspectivas de crescimento para o ano.

“Temos clientes de construção civil, segmento que caiu mais de 30% nos últimos 2 anos; Temos clientes no setor tecnológico do agronegócio, área desprezada pelo governo, sem modalidades de financiamento razoáveis; temos clientes no setor de moda, segmento que caiu fortemente no varejo (que fechou quase 60 mil lojas no país). E não há crescimento de agência sem crescimento dos seus clientes. Recessão para eles, é pavor para nós. Assim, a perspectiva de faturar a mesma coisa que 2016 seria uma grande vitória.” – projeta Luciano.

NOVOS CLIENTES

Em termos de novos negócios, a agência se diz contente com seu nível de atração de empresas importantes para sua carteira e a de suas empresas associadas (Resultado – Consultoria de vendas; Design21 – Comunicação Dirigida;  Brand It! – Planejamento & Pesquisa), destacando-se a conquista das seguintes empresas e projetos:

  • Salton (e21) – Atendimento de Multicomunicação – Contas de Vinhos; Espumantes; Conhaque Presidente; Vorus; Sucos & Chás;
  • Instamed (Design21) – Lançamento do conceito e do negócio;
  • Quimicamar (Design21) – Projeto de 25 anos da empresa;
  • Colégio Notarial Brasileiro (Design21) – Comunicação Dirigida aos Associados e à comunidade;
  • Higiban (Resultado) – Assessoria Comercial;
  • Kumon (Brand It!) – Projeto de Reposicionamento da Marca no RS;
  • Frísia (Design21) – Projeto de Design estratégico;
  • Perto/Digicon (e21) – Atendimento de Multicomunicação.

 “Mas tem muito mais: estamos trabalhando de forma intensa e organizada em mais de 60 oportunidades de prospecção. Garanto que haverá muito mais novidades por vir.” – Fala Fabiano del Rey, executivo comercial da e21.

O DESAFIO DE RESSIGNIFICAÇÃO PARA AS AGÊNCIAS

Diante da maior crise econômica jamais vivida pelo Brasil somada à maior revolução estrutural de consumo de conteúdo, diante da mudança de formatos de transação entre consumidores e empresas, a e21 está procurando – segundo Luciano Vignoli – se moldar a um novo tempo:

“Você tem que ficar animado sobre esta grande possibilidade de evolução em vez de esperar que as coisas simplesmente voltem a ser como antes, até porque não voltarão. Mas se a essência não muda, afinal você tem que continuar a criar mensagens de marca relevantes para os consumidores, a entrega – em qualquer plataforma – muda completamente. Esta é a chave de tudo. É relevante? Eles curtem. Compartilham. Consomem conteúdo. Se conectam com a marca. E compram.”