Agricultura: O maior trabalho da terra

Publicado anteriormente na revista PLANT.

A cena não pode ser mais simples, corriqueira, repetida à exaustão, mas é certamente um dos momentos mais lindos da vida de uma mãe: O nenê olha em seus olhos. Aguarda paciente. Então ele abre a boca e aquela garfada de sensações o invade. E ele então reage, agitando-se em êxtase graças ao gesto de puro amor praticado pela mamãe – ou pelo papai – ao alimentá-lo.

Somos 7 bilhões de pessoas e todos nós passamos por isto. Diariamente. Todos os dias.

Necessitamos de, ao menos, 21 bilhões de refeições a cada 24 horas. Equilibradas, fartas, nutritivas, gostosas, bonitas, devoramos avidamente o incrível número de 21 bilhões de refeições ao dia. Poucas vezes nos perguntamos como tudo aquilo chegou até nosso prato, mas exigimos sempre o pão nosso de cada dia.

Mas a gente não quer só comida, necessitamos de mais: Precisamos de roupas e damos preferência ao conforto e aconchego das fibras naturais. Precisamos nos locomover e novas fontes alternativas ao petróleo, limpas e renováveis, tornam-se usuais e economicamente viáveis.

Dificilmente paramos para pensar nisto, mas atrás desta nossa diversidade de necessidades, um pouco antes da comida repousar lindamente nas prateleiras de um supermercado, há um agricultor. Um não, milhares. Centenas
de milhares.

De uma profissão empírica, pouco valorizada, repleta de achismos e crenças, hoje as atividades do agronegócio brasileiro são sinônimo de excelência e capacidade técnica, destroçando recordes de produtividade a cada nova safra.
E assim, produzindo cada vez mais por hectare, nossos empresários do campo dão um show de sustentabilidade, pois usam a mesma área plantada (no Brasil utilizamos somente 9% da área cultivável) para produzir uma quantidade crescente de alimentos. Eis que quanto mais tecnologia aplica, mais o agronegócio brasileiro torna-se sustentável, preservando matas e outros recursos naturais, como rios e mananciais.

Para tanto, nossos profissionais do campo precisam se capacitar. E muito. Precisam desenvolver habilidades de agronomia, geologia, climatologia, fisiologia, economia, mecânica, administração, entre outras, pois lidar com
os desafios do clima, do solo, das pragas, das crises, das oscilações de preço, enfim, torna esta atividade um painel complexo onde somente as lições do passado são insuficientes para alimentar o futuro da humanidade.

Aqui, na e21, passamos pela experiência diária de auxiliar nossos clientes do setor a maximizar sua experiência com o agronegócio, auxiliando nossos produtores rurais a retirar cada vez mais da terra em que, em se plantando
com tecnologia, tudo dá.

Pesquisamos intensamente nossas regiões e suas particularidades. Desenhamos um Mapa de Culturas completo, entendendo que um produtor de arroz não é somente isto – um produtor de arroz – mas é, sim, uma persona (arquetípica) com características que vão muito além do seu aspecto demográfico (gênero,
idade, instrução, etc.).

Nossos produtores são seres humanos e, por definição, únicos. São profissionais tão diversificados quanto seus cultivos, tão diferentes quanto nossas regiões, tão idiossincráticos como qualquer um de nós.

Assim, fugir do clichê é uma obrigação. Pesquisá-los quanto o seu estágio de tecnificação, quanto ao seu envolvimento econômico com o negócio, entender o quanto há de paixão em seu perfil, torna-se obrigatório para
construirmos mensagens relevantes que fujam das promessas lindas mas vazias. Temos de ir além. Visitá-los em suas fazendas. Conviver com sua realidade. Participar de seus eventos, entender seus dramas e desafios.

Precisamos sujar as botas (se não as tivermos, comprá-las). Viver suas vitórias e sofrer com as eventuais derrotas.

Assim, conseguimos entender que Massey, não é somente uma marca de tratores e máquinas, mas um instrumento para uma vida melhor.

Kepler Weber não é só armazenagem de grãos. É segurança nos padrões de performance econômica das propriedades.

Husqvarna é tecnologia transformadora para pequenas propriedades rurais.

E é assim, com a profundidade e o respeito que esta atividade nos merece, que defendemos o posicionamento que trabalhar com agricultura é mais que tecnologia, é mais que uma atividade econômica, é mais que uma simples
ocupação: Graças a nós seres humanos e às nossas crescentes necessidades e exigências, trata-se, sim, do maior trabalho da terra.

 

*O maior trabalho da terra é posicionamento BASF mundial no agronegócio e um dos maiores cases de comunicação do Agro Brasileiro. BASF foi cliente e21 por 10 anos.

 

Luciano Vignoli é Diretor-Presidente da e21 e da ROC – Result Oriented Consultancy – o braço de consultoria da e21